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Novas economias: Inovar para desenvolver

Crédito: Divulgação

Fortalecimento de cadeias de negócios amazônicos passa pelo apoio à inovação

Debater diferentes modelos nas atividades e nos setores das novas economias na Amazônia foi foco do painel “Desafios para a inovação no estabelecimento de novos arranjos e negócios”, que aconteceu no início da tarde do segundo dia da Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias.

Questionados sobre como dar escala a novos e sustentáveis arranjos produtivos por meio da inovação e quais desafios, práticas e soluções vêm sendo implementados, os painelistas apresentaram seus conhecimentos e suas experiências a partir de iniciativas desenvolvidas na região amazônica.

CEO da Carbonext, Janaina Dallan chamou a atenção para o fato de que povos e comunidades tradicionais ainda são pouco ouvidos e reconhecidos. “Quando a gente chega com o projeto e faz o diagnóstico social, é muito gratificante ouvir e saber o que eles querem. Mais do que isso, eles começam a entender que são muito fundamentais para a proteção da floresta”, comentou. Ao falar sobre crédito de carbono, Janaina comemorou o fato de que, hoje, as pessoas, o setor privado e o governo entendem do que se trata e da sua importância para a manutenção da vida na Terra. “Em 2030, o mercado voluntário de carbono no mundo deve passar de 50 bilhões de dólares, um volume muito significativo e que pode mudar a realidade da floresta”.

Em relação ao financiamento de negócios inovadores, a diretora da Divisão Ambiental, Social e de Governança Corporativa do BID Invest, Angela Miller, anunciou que a Amazônia é uma das principais áreas de foco da instituição. “Estamos financiando apenas projetos alinhados com o Acordo de Paris. Além disso, entre 2016 e 2022 foram investidos milhões de dólares que resultaram em energia renovável e em mais de 600 mil empregados apoiados”, elencou. Angela falou, ainda, do programa guarda-chuva que o BID está lançando, o ‘Amazônia para Sempre’, com foco na preservação ambiental e questões climáticas. “Uma das áreas com muito potencial é a infraestrutura social, ou seja, saúde, educação e bioeconomia são os nossos principais focos”, pontuou Angela.

Representante de um setor extrativista tradicional, o vice-presidente da Organização dos Seringueiros de Rondônia, Sebastião Gonçalves Neves, destacou a necessidade de ampliação do apoio governamental e da iniciativa privada para o fortalecimento das cadeias de produtos como borracha, pirarucu e castanha. “Tem muitos produtos que são de fundamental importância e, mediante estudos científicos, podemos avançar na produção deles”.

Moderado pelo diretor da Agência de Inovação Tecnológica da UFPA, Gonzalo Enríquez, o painel contou ainda com a participação do diretor de Meio Ambiente para Bioeconomia e Clima na ABIHPEC, Fábio Brasiliano, e do diretor de Economia Verde na Fundação Certi, Marcos Da-Ré.

Sobre a Conferência

A Conferência Internacional Amazônia e Novas Economias é promovida pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), organização sem fins lucrativos, que reúne mais de 130 empresas e instituições que atuam no setor mineral e assumiram o compromisso de proteger a Amazônia. O IBRAM e seus associados estão comprometidos com inovações no setor e com a difusão das melhores práticas empresariais e ambientais.

O evento reúne representantes dos povos da floresta, da sociedade civil, academia, setores públicos e privados na capital paraense para tratar de questões que envolvem meio ambiente, economia e desenvolvimento sustentável.

Acompanhe a Conferência nas redes sociais

https://linktr.ee/amazoniaenovaseconomias

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